Pesquisadora do NUPAD participa de mesa de encerramento do curso "Direitos Humanos em Ação", promovido pelo CADH-ES
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A pesquisadora do NUPAD, Mirna Santiago Sabatini, participou, no dia 03/07 (sexta-feira), da mesa de encerramento do curso "Direitos Humanos em Ação", promovido pelo Centro de Apoio aos Direitos Humanos Valdício Barbosa dos Santos (CADH-ES), representando a comunidade discente que integrou a formação.
O CADH-ES é uma organização da sociedade civil vinculada ao Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH) desde a década de 90. Reconhecido por sua atuação na defesa, promoção, pesquisa, mobilização e educação em Direitos Humanos, o Centro também possui status consultivo junto à Organização das Nações Unidas (ONU) e atua como peticionário na Corte Interamericana de Direitos Humanos desde 2009.
Ao longo dos últimos meses, o curso reuniu um público diverso em uma formação que articulou podcasts, cine-debates e momentos de diálogo coletivo para discutir questões centrais dos Direitos Humanos. A programação abordou temas como as origens e as disputas em torno dos Direitos Humanos, a negação histórica de direitos no Brasil escravocrata e racista, o conservadorismo e a disseminação de desinformação, juventudes, gênero, políticas sociais, educação popular, democracia, protestos e repressão.
Durante sua participação, Mirna destacou a importância do formato adotado pelo curso, que utilizou os podcasts como estratégia de divulgação e formação.
"O formato como o curso foi conduzido, a partir da produção de podcasts, incide num ponto fundamental que vivemos hoje: a disputa de narrativas nas redes sociais. Não basta debater Direitos Humanos entre quem já concorda. É preciso disputar esse espaço, ampliar o alcance do conceito e fortalecer uma cultura de direitos."
A pesquisadora também ressaltou a diversidade de convidados que participaram dos episódios, reunindo professores universitários, gestores públicos, advogados, educadores populares, artistas e ativistas.
"Isso remete à ideia de que os Direitos Humanos dizem respeito a todos nós. Quem ocupa espaços institucionais pode criar fissuras e ampliar essa agenda e quem atua nos territórios fortalece essa luta a partir das experiências concretas da população."
Ao concluir sua fala, Mirna destacou um dos principais aprendizados proporcionados pela formação:
"Esse curso me ensinou, sobretudo, a importância de tirar o conceito da caixinha e colocá-lo em prática. Direitos Humanos não são um destino, mas a própria travessia rumo a uma sociedade mais justa. Trata-se de uma prática cotidiana, construída todos os dias, na universidade, nos espaços institucionais e nas relações sociais."
📸 Confira alguns registros desse importante momento.



